Um pseudo-blog sobre Nada...

Pensamentos randômicos sobre o estranho mundo do futebol

| Domingo, Dezembro 06, 2009

Escrevo este post no momento em que acontecem os jogos da última rodada do Brasileirão, senod que o Grêmio acaba de fazer 1 gol, para a paradoxo begin alegria dos colorados paradoxo end.

É bizarro. Simplesmente é o que tenho a dizer. Parece que não existem gremistas e colorados, mas sim anti-colorados e anti-gremistas, os quais priorizam a derrota do adversário, à própria vitória. Um tipo de mártir ao contrário (gol do Inter,agora). Acho muito bonita a atitude da minha mãe, que é colorada, mas torce para o Grêmio, quando este é o único representante do RS ou Brasil em uma competição. É algo que eu não faria, se o representante fosse o Inter.

Não sou um torcedor fanático, ou sequer um torcedor. Não sei a escalação do time, nem quantos campeonatos já ganhamos (no caso, o Grêmio. Eu nunca ganhei campeonato algum…), muito menos sei opinar sobre a tática que o time deveria adotar. Aí que entra uma das minhas maires críticas deste post: Parece que todo torcedor pensa que é um profisisonal e poderia estar no lugar do técnico de seu time. Não entra na minha cabeça que tanta gente ache que os técnicos, os quais recebem salários absurdamente gordos, são inúteis, burros, imprestáveis, mas que eles, os torcedores, sejam totalmente capazes de elaborar a estratégia perfeita. É a mesma coisa que pegar um estudante adolescente daquelas escolas que possuem uma “simulação da ONU” e botar o infeliz em um cargo importante da ONU. Simplesmente não tem cabimento achar que o gurizão novo teria alguma competência para o trabalho, mesmo com a experiência que ele possui.

Não sei de onde tiraram que a ideia de pontos corridos é boa. Pode ser a maneira mais justa no geral, mas claro que sempre ocorrem problemas, como este que está na mídia há horas. O Inter está nas mãos do Grêmio. Onde que entra o mérito agora? Se o Inter ganhar e o Grêmio entregar, não vai vencer aquele que merece, sem falar do processo que os colorados vão querer abrir cntra o Grêmio.

Ah, os processos. Iso renderá um parágrafo curto, porém importante. Pra que diabos os times querem ficar processando uns aos outros? E aos juízes? Uma frase pra isso: Vai tomar no cu.

Futebol pra mim é um esporte, uma diversão. Não dá pra ficar estressado com algo que deveria ser divertido, por isso talvez eu não entenda pra que tanto exagero quando se trata de 20 homens correndo atrás de uma bola e 2 homens tentando agarrá-la.

Resultados parciais: Flamengo 1 x 1 Grêmio. Internacional 2 x 0 Santo André

Comentário Gremista. Tudo o que eu queria era que o Grêmio e o Santo André goleassem. Isso caralia a boca de muita gente…

Arrivederci!

Uma breve história dos preços de passagens de ônibus em Porto Alegre

| Quinta-feira, Novembro 05, 2009

Fonte: EPTC

E-volução

| Quinta-feira, Setembro 10, 2009
Sendo um cara que estuda computação, joga videogame e acompanha (e usa) novas tecnologias sempre que pode, devo dizer que estou muito acostumado a elas, ao ponto de (atenção, a próxima palavra é uma hipérbole) surtar se for privado de uma ou mais delas.

Exemplo: Esses tempos o Gmail ficou fora do ar. Espantei-me com a preocupação que tive de não ser capaz de saber se alguém iria mandar um e-mail (mesmo sabendo que a maioria esmagadora das pessoas relevantes que mandam e-mails para mim utilizam o Gmail).

Este é um dos males da tecnologia. Ela vicia, ou te domina (em diferentes níveis). Mas o objetivo deste post é falar de outro problema relacionado à tecnologia. Problema este que eu vivo, problema este, que vejo nas reportagens do jornal (pela internet, para não perder o costume), problema este, que o sr. Saramago comentou em uma entrevista para O Globo.


O senhor acompanha o fenômeno do Twitter? Acredita que a concisão de se expressar em 140 caracteres tem algum valor? Já pensou em abrir uma conta no site?

SARAMAGO: Nem sequer é para mim uma tentação de neófito. Os tais 140 caracteres reflectem algo que já conhecíamos: a tendência para o monossílabo como forma de comunicação. De degrau em degrau, vamos descendo até o grunhido.

Quando li esta resposta pela primeira vez, veio-me à cabeça a imagem de um idoso, o qual não consegue adaptar-se ao novo meio, reclamando do novo e lembrando de quão bons eram os velhos tempos. Porém, após refletir por uma quantia decente de tempo, tenho que concordar com o velho Saramago, estamos ficando cada vez mais burros!

Como um geneticista/discípulo de Darwin me disse, toda mudança é uma evolução, mesmo que para pior. Então vou considerar que essa curva descendente, rumo aos grunhidos, seja uma evolução.  Mas para o que estamos mudando? Olhando-me como exemplo, vejo que hoje estou muito desmemoriado, deixando para o celular o trabalho de decorar telefones, endereços e lembretes. Meu Orkut me mostra datas de aniversário, enquanto não consigo nem mais lembrar o que aprendi na faculdade há 1 semestre, muito menos redigir uma redação decente (saudoso 25,5 no vestibular).

Nossos acessórios tecnológicos evoluíram para que tenhamos menos trabalho, porém deixamos de fazer um bom esforço cerebral nessa brincadeira, e aí que mora o perigo, pois além de burros, estamos nos tornando cada vewz mais preguiçosos. O filme Idiocracy pode ser exagerado quando mostra o futuro da humanidade, mas considero esse artifício válido para mostrar o quão ridículos estamos ficando.

Analisando muito por cima o que temos culturalmente, vejo que os anos 2000 foram (no geral) uma baita bosta no quesito música/literatura/televisão, pouco se salva. E o mais incrível é que esse nível cultural baixo agrada uma esmagadora maioria.

Não sei o que fazer para melhorar isto. Minha esperança é que o fato de eu ser um oldschool wannabe me permita manter hábitos passados para exercitar esta cada vez mais decadente rede neural que habita meu crânio.

E para mostrar que minha capacidade de escrita foi demasiadamente afetada com o passar das eras, podem colocar minhas falhas nos comentários.

Guitarrero e Rock Banda: Vilões?

| Quarta-feira, Setembro 09, 2009
Antes que me perguntem algo como "que bosta de título é esse?", respondo: Referência à uma história desta revista, onde os personagens jogam o game.


"Eles incentivam as crianças a não aprenderem, esse é o problema" - Bill Wyman, ex-Rolling Stones

"Me irrita ver meus filhos jogarem. Se eles gastassem tanto tempo tocando guitarra quanto passam apertando botões eles seriam muito bons hoje" - Nick Mason, baterista do Pink Floyd

Ambas citações acima falam sobre jogos eletrônicos musicais, tendo como exemplos supremos, Rock Band e Guitar Hero. Particularmente, não concordo com a opinião dos respectivos músicos, que parecem ofendidos ao verem crianças jogando. Talvez pensem que é uma ofensa à música, ou à profissão de músico (algo como vir um magrão de 12 anos fazer um jogo no RPG Maker, se achando o programador, ou o mesmo magrão fazer as experiências de um kit infantil de química, se achando o cientista, ou como uma ex-bbb fazer qualquer coisa e achar que é, alguma coisa...).

Meu argumento principal para que não haja ofensa por parte do tio Wyman e do tio Mason é: São apenas jogos. Não se espera que o jogador saia um músico, não se espera que ele saia fazendo shows por aí a la South Park, simplesmente espera-se que o indivíduo divirta-se, sem ter que aprender um instrumento se ele não estiver a fim, afinal, se ele quiser aprender, não vai ser o jogo que impedira isso. E se ele não quiser aprender, o jogo não é o problema, mas sim a falta de vontade.

Então, por que tanto desgosto? Por que tanto ódio no coraçãozinho? Por que eles não podem ser que nem o Sir Macca e apoiar os jogos (Hail tio Paul, que é a favor do download de músicas dos Beatles), ou pelo menos, não reclamar? Afinal, penso que a reclamação acontece quando algo nos atinge, pois somos naturalmente egoístas para apenas reclamar quando somos prejudicados pelo alvo da reclamação. Como o Rock Band/Guitar Hero atinge os músicos profissionais? Eu penso que é um benefício possuir músicas nestes jogos, visto que muita gente que conheço não fazia nem ideia da existência de YYZ, do Rush, até o Guitar Hero II, por exemplo. A publicidade está em todo lugar, alguns sabem aproveitar, outros, pelo jeito, não.

Do ponto de vista dos executivos por trás do jogo: $$$
Do ponto de vista dos jogadores: Diversão, e quem sabe, motivação para aprender um instrumento de verdade.
O que deveria ser o ponto de vista dos músicos: Uma chance de maior visualização perante gerações mais novas, ou simplesmente, mais um jogo, assim como qualquer outro, que nada modifica suas vidas.

O Metallica aprendeu a lição depois da briga com o Napster. Não adianta atacar uma nova tecnologia que conquistou o público, o negócio é relaxar e gozar. Mas, se mesmo assim, o cara quer sacanear, XKCD tem a solução!

Blue Screen of Death

| Quarta-feira, Setembro 02, 2009
Em 25 de fevereiro de 1991, durante a Guerra do Golfo, 28 reservistas do exército americano foram mortos e 97 feridos, quando o sistema de defesa anti-mísseis do Patriot falhou na tarefa de interceptar um míssil Scud.
Há dois anos atrás, um robô militar usado no exército da África do Sul matou nove soldados devido ao seu mau funcionamento. No começo deste ano, uma fábrica sueca foi multada depois de um robô quase matar um dos seus trabalhadores.
Ontem o Gmail caiu por mais de 1 hora, devido a um erro de cálculo, durante uma atualização de rotina, que levou na sobrecarga dos roteadores que direcionam o tráfego.

O que há em comum nesses fatos? Falhas computacionais (cuja culpa sempre é nerdóloga) e mortes (provavelmente alguém cometeu suicídio ontem). E o que conclue-se com isso?

(a) Os computadores são malignos
(b) Os nerdólogos são imprestáveis
(c) Ronaldo

Nada é à prova de falhas, nem os humanos, nem suas criações, logo a primeira real conclusão é: Precisamos conviver com falhas e achar uma maneira de reduzí-las, seja em quantidade, seja em impacto. Uso muitos exemplos computacionais aqui, pois estão dentro do meu domínio, minha zona de conforto, mas é possível aplicar as idéias num espectro maior de abrangência (vai perguntar pra um gerente de projeto de uma empresa se ele não tem que conviver com riscos e possíveis falhas). Mas voltando um pouco pra Matrix, como conviver com falhas em aplicaçãos que (em teoria) NÃO PODEM ACEITAR FALHAS?

Exemplo: Robótica.

Durante o Congresso da Sociedade Brasileira de Computação 2009, num Painel intitulado "Um olhar critico sobre a IA: desafios e conquistas", o palestrante comentou de uma palestra a qual ele participou, onde um ouvinte levantou a seguinte questão:

"E se um dia eu comprar um robô doméstico, o que me garante que não vai ocorrer um erro, talvez por vírus, e o robô apresente mal funcionamento, vá até a cozinha, pegue uma faca e me mate enquanto eu durmo?"

A resposta do palestrante: "Nada, isso é bem possível de acontecer, aliás."

As 3 Leis da Robótica de Asimov não são suficientes para garantir a "moral robótica", os sistemas que farão os robôs funcionarem nunca serão à prova de falhas e é uma tarefa impossível formalizar todo o conhecimento, moral e ética existentes (sem falar no conceito vago do que é moral e ética), então estamos longe de uma Rosie, como projetou o criador dos Jetsons, mas talvez mais próximos de uma Rosie, como projetou o Frango Robô.

Em suma, escrevi esse post por 2 razões:

1 - Há sei lá quanto tempo eu não escrevo nessa bagaça.

2- Muito me assusta saber que o futuro da computação pode estar nas mãos de estudantes universitários como... eu.

E pra terminar, reforço: temos que conviver com falhas. O melhor jeito é rir da desgraça alheia.