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Sábado, Março 26, 2011

Wine Day

Tive a oportunidade de participar da primeira turma do curso Wine Day da Miolo que foi realizado na Vinícula Lovara, pois até então, era feito apenas nas dependências da Miolo. Eis minhas considerações:

O curso tem um foco em mostrar o processo de elaboração do vinho (dependendo do Wine Day escolhido, será visto vinho Tinto, Branco ou Espumante), desde a colheita da uva ao processo de envelhecimento na garrafa, o que pode ser um pouco maçante. Por ser um processo muito complexo, envolvendo muitas etapas diversificadas, tem-se muita informação concentrada para um curso voltado a leigos.

A degustação é rápida, com o objetivo apenas de mostrar o subproduto obtido em algumas fases da elaboração do vinho final e verificar algumas poucas características do vinho. Poderia ser dada uma ênfase maior a esta parte do curso, visto que o turista está mais interessado na degustação do que no conhecimento teórico da fabricação de vinhos.

A chuva atrapalhou um pouco pois fazia muito barulho e quase não se escutava o que as pessoas falavam.

O material fornecido é excelente, com informações interessantes sobre vinhos de todos os tipos, indo além do que é dado no curso. Pelo menos serve pra alguém como eu, que é leigo no assunto. Pode não ter muita novidade para quem já é entendido. O almoço é muito bom, com música típica italiana ao vivo, recomendo fortemente.

Como curiosidade, fica a história das famílias imigrantes, com direito a visitar a casa de pedra onde morava o casal fundador da Lovara.

Thumbs up para o Wine Day.

Sábado, Março 19, 2011

Um pouco de polêmica para vender mais

Trote nas Universidades sempre é um assunto que gera polêmica, e é o assunto que vou abordar hoje. Quem mora em Porto Alegre, ou ao menos lê os jornais da cidade, deve ter lido sobre o aluno de Ciência da Computação da UFRGS que entrou em coma após ingerir bebida alcoólica e se indignado com a irresponsabilidade dos colegas veteranos. Antes de chegar à uma conclusão, vamos ver as versões da história.

Versão de um dos veteranos, confirmada por outros veteranos e bixos presentes no trote.

O fato é o seguinte: estávamos fazendo a escolha do "Bixo Alambique",algo já tradicional nos trotes da CiC, alcunha que ganha o bixo que beber mais. Enfim, passamos com a cachaça entre todos os bixos, até chegar a vez dele, que tomou MEIO LITRO da garrafa de cachaça estando EM JEJUM, e olha que avisamos a todos os bixos que iriam participar do trote pra se alimentarem bem antes. Sem contar que, logo depois disso, ele pediu novamente a garrafa e tomou MAIS MEIO LITRO! Pois bem, pouco tempo depois ele desmaiou e foi retirado do lugar de onde estava junto dos bixos para darmos cuidados, como algum tipo de açúcar e tal.
Momentos depois, chegou a Brigada no local e foi só relatado o que aconteceu, sem sustos até ali. Resolvemos pegar o número de alguém da família do bixo para ir buscá-lo na Redenção. Após a chegada deles, ligamos pra SAMU pra que ela prestasse o socorro ao bixo, porém, a
SAMU não atende casos de embriaguez! Mas mesmo assim nós colocamos o bixo dentro do carro da família, esta que levou o bixo ao HPS. Mas fomos lá algumas horas depois ver seu estado.
Versão da imprensa.
Zero Hora (na versão impressa, comenta-se que foram encontradas marcas de chute no corpo do estudante e a família afirma que os colegas foram embora assim que eles chegaram à Redenção)
Correio do Povo
R7 (o trecho do álcool de cozinha é genial, já que o estudante estaria morto e não poderia dar tal relato)
Versão do estudante, após sair do coma, claro.
Dito e feito. A imprensa sai procurando informações sem nem consultar o envolvido... Tá, nem condições tinha de dar uma entrevista, mas podia esperar um pouco antes de criar notícias se baseando na família.
"parece que as maes gostam de mentir pra si mesmas que o filhinho nao bebe... " sim, bebo desde sempre e hoje que minha mãe foi cair a ficha aff
Não houve crime, bebi por livre e espontânea vontade, mas omissão de socorro...

bixoResposta do estudante, na comunidade da UFRGS, no Orkut

Até o momento, não vi notícia alguma esclarecendo as informações equivocadas, mas fica minha conclusão: Não acredite em tudo o que lê, isto inclui este blog. Vá atrás de mais informações sobre o caso e tire suas próprias conclusões.

[UPDATE]

Mais versão de imprensa, após estudante sair do coma.
Folha
ZH Pós Coma  
ZH pós Esclarecimentos  
         

Quarta-feira, Março 16, 2011

Saudades do meu Mega Drive…

Chame-me de saudosista, mas na época do Atari, os programadores eram obrigados a aproveitar cada bit, pois o espaço era muito limitado. Fazia-se mágica com os gráficos, mas o importante mesmo era criar uma boa história, personagens cativantes, ou apenas um jogo extremamente divertido. Esqueça tudo isso e voltemos à 2011.
Apesar da revolução que a Nintendo iniciou com o Wii e seu controle por movimentos, o que move a industria de jogos são os gráficos o mais realistas possíveis devoradores de memória RAM, mas que vão te impressionar até você dizer “Uau! Que jogo foda!”. Nada contra investir na parte visual do jogo, afinal, é a primeira impressão que se tem, mas não concordo com a importância que se dá aos gráficos. Primeiro, gostaria de esclarecer que a parte gráfica, para mim, não significa apenas realidade, contrariando a tendência atual. Valorizo gráficos bonitos, mesmo que sejam cartunizados, como Okami. No More Heroes possui gráficos “piores” com o objetivo de homenagear toda uma geração de jogos antigos, o que deixa a experiência de jogar muito mais interessante.
okami Cel-Shading divertido.
Um exemplo de como um jogo antigo é melhor que sua versão mais nova é o clássico 007: Goldeneye. Lembro de inúmeras tardes com os amigos pra jogar em 4 pessoas no 64, inclusive tendo que se acostumar a jogar em um controle sem o botão Z (o qual originalmente era usado para tiro). Um pequeno empecilho na jogabilidade, mas que pouco importava. A diversão era garantida. Aí a Big N anuncia o remake para Wii e toda legião de fãs entram em êxtase. A realidade é que o remake não chega aos pés do original (ok, no Wii dá pra jogar online). A nova versão possui gráficos mais equivalentes com os anos 2000, senão ia pegar mal, a história não sofreu muitas modificações e colocaram o Daniel Craig só para manter a coerência com o novo 007. Ok, bacana, mas e a diversão? O modo multiplayer perdeu um pouco da graça, já que não podemos mais conseguir novas armas no cenário ou plantar bombas nos coletes para espalhar o terror nos corações dos adversários.
goldeneye_64  Perfeição.
1 Dá pro gasto.
Dou valor para os o esforço dos artistas por trás dos jogos. Reconheço que, visualmente, é muito legal ver uma cena bem feita e realista. É só pegar alguns dos lançamentos mais recentes para Play3 ou X-Box e ficar de queixo caído com o resultado. Ou melhor ainda, basta ver o que certa engine é capaz de fazer. É animador ver um trailer com grande realismo, mas é broxante descobrir que o jogo é simplesmente ruim, ou com uma jogabilidade tão porca que em 10 minutos a vontade de jogar some. Por isso sou contra colocar o recurso gráfico em primeiro lugar, é apenas um acessório, um fator estético. Ele (e a trilha sonora) tem que complementar a jogabilidade, que deve facilitar a vida do jogador para que o mesmo se divirta. É só olhar para os jogos para celular e ver que o quye faz sucesso é o mais divertido, pois ainda não temos hardware poderoso o suficiente para que a maldição do gráfico realista corrompa essa plataforma.
Pode ser que todo esse rancor seja porque eu não tive capacidade de colocar uma textura no meu trabalho final de Computação Gráfica. Ou não.
Por fim, um desabafo. Meu objetivo é ter um Play3. Melhor combinação de história/gráficos/jogabilidade atualmente.